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  • Miguel Duque Camacho

Sente-se na obrigação ou obrigado a fazer?

Atualizado: Mai 21

Muitas pessoas acham que é a mesma coisa, mas não é.

Neste artigo você encontrará a diferença.

A expectativa é provavelmente o sentimento que mais dissabores e desilusões traz na nossa vida.

Se há pessoas que podem entender o que é sentir-se na obrigação e sentir-se obrigado, somos todos nós que falamos a língua portuguesa.

A maneira como agradecemos, é díspar da maneira que as pessoas o fazem nas outras línguas.


Será que alguma vez você já pensou, porque é que quando agradecemos, o fazemos expressando a palavra “obrigado”?

Porque será?


Uma vez li um artigo inglês acerca de idiomas e expressões e que falava acerca da maneira como os povos agradecem.

O português foi considerado uma das formas mais profundas e lindas de agradecer.


Porque dizer obrigado, significa que sentimo-nos na obrigação de ser gratos.

Não sentimo-nos apenas gratos, mas sentido-nos na obrigação de ser gratos, de demonstrar gratidão.


Sentir-se na obrigação, é completamente diferente de sentir-se obrigado.


Sentir-se na obrigação está sempre associado ao zelo e a um chamado.

Sentir-se na obrigação, é fazer o que é necessário, não porque alguém nos obriga, mas porque não conseguimos ver as coisas por fazer.

Sentir-se na obrigação é quando não sentimos vontade de fazer algo, mas ainda assim o fazemos.


Tudo o que fazemos na vida, quando passamos a fazê-lo obrigados, e não porque sentimo-nos na obrigação, deixará de fazer algum sentido.


Jesus Cristo, no evangelho de S.Mateus 21:28-32, contou uma história de dois filhos.

Ela possui um ensinamento fantástico para todos nós.


O primeiro filho, inicialmente disse que não a um pedido do pai, porém depois se arrependeu e foi trabalhar na sua vinha.

O primeiro filho, representa todos aqueles que até podem discordar do que o "pai" manda, e não sentem vontade de fazer, mas logo mais, vem o zelo e eles sentem-se na obrigação de fazer.


Por outro lado, o segundo filho…

Aparentemente, parecia que concordava em seguir o pai e suas ordens.

Era uma pessoa que fazia as coisas obrigado, e não porque sentia-se na obrigação.

No final, o resultado é que ele disse que ia fazer o que o pai lhe tinha pedido, e afinal não foi.


A nossa sociedade infelizmente está cheia de pessoas assim.

Fazem, mas fazem sempre com uma má atitude e obrigados.

Dizem que sim, só para que o “pai” ou quem lhe está pedindo se cale, e depois fazem como eles querem e entendem que devem fazer.

Sentir-se na obrigação, é um sentimento que só está ao alcance dos humildes e dos que verdadeiramente amam.


Por isso…

Faça as coisas porque sente-se na obrigação e não obrigado.


Grande abraço


Miguel Duque Camacho

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