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  • Miguel Duque Camacho

Quando nasce um filho, nasce a nossa maior fraqueza

A chegada de um filho a uma família, é realmente um momento que vem transformar por completo hábitos, rotinas e prioridades.

A chegada de um filho traz uma mescla de sentimentos inexplicáveis.


Ainda me lembro quando o meu primeiro filho nasceu…

Foi uma explosão de emoções, em que mesmo que não quisesse expressar qualquer emoção, não houve maneira de conter.

Para quem chora poucas vezes, quando alguma coisa o faz chorar, é porque algo sério aconteceu.


Ainda me lembro, quando pela primeira vez, na sala de partos, peguei no meu primeiro filho.

A enfermeira trouxe-o e nem perguntou se eu queria dar colo ao meu filho, simplesmente o colocou.

Acho que estava tão tocado por todo aquele momento, que se aquela enfermeira me tivesse perguntado se eu queria pegar, eu teria dito que não (por enquanto).


Digo isto, não porque não conseguia pegar num bebé tão pequeno, mas porque o peso da responsabilidade caiu naquele momento sobre mim.

Entendi que aquela criança passaria a depender completamente de mim, do meu tempo, do meu esforço e dedicação.


Na sala de partos, enquanto a minha esposa descansava, em absoluto silêncio, entendi que um filho traz uma força de viver completamente diferente, mas também torna-se a nossa maior fraqueza e provavelmente o centro de todos os nossos medos e temores.

Naquela sala, prometi a mim mesmo, que independentemente das circunstâncias, nunca faltará o essencial aos meus filhos e irei à luta para que as minhas costas sejam os degraus dos sonhos deles.


Porquê os filhos tornam-se a nossa fraqueza?


Eles tornam-se a nossa maior fraqueza, porque passaremos a ter que separar o amor da justiça.

E verdade seja dita, a justiça, muitas das vezes, não será entendida por eles como um ato profundo do nosso amor.


Os filhos tornam-se a nossa maior fraqueza, porque passaremos a entender ao longo da vida, que não comandamos muitas coisas na vida deles.

Não comandamos a saúde deles, as febres, as quedas na infância, e mais tarde, quando crescem, cairemos na realidade, de que não comandamos absolutamente nada na vida deles.


Como cristão que sou, no dia que apresentei os meus filhos a Deus, pedi a Ele que cuidasse dos meus meninos, porque sei que o meu melhor, não chegará para estar pendente deles 24 horas por dia.

Nenhum pai consegue!


Na minha opinião, uma paternidade ou maternidade sem Deus presente, torna-se muito mais complicado.

Não sermos donos nem senhores de nada, nem da vida, é um facto que atemoriza o coração de qualquer bom pai e boa mãe.

Por isso, a solução mais sensata para mim, passa por entregar os nossos filhos Àquele que na verdade é o dono e Senhor disto tudo.


“O SENHOR zela pela vida das pessoas íntegras, e sua herança permanecerá para sempre. Não ficarão decepcionados no tempo da desgraça, nos dias de fome serão saciados.” Salmos 37:18-19

Dê o seu melhor e deixe Deus tratar do demais...



Miguel Duque Camacho

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