• Miguel Duque Camacho

A falta de dom é a desculpa do vagabundo

O trabalho árduo é o segredo de todo o homem de sucesso e a lamentação é o caminho do vagabundo, de quem não quer fazer nada.


Muitas pessoas vivem achando que não conseguem fazer nada simplesmente porque não têm um dom.


A falta de dom tornou-se a “desculpa” nº 1 para quem simplesmente quer vagabundear na sua breve passagem na Terra.


Garanto-lhe que a maior parte das coisas em todo o mundo são desenvolvidas por pessoas com uma capacidade de esforço incrível, o dom é apenas um acessório.


O que é que o dom faz em nós?


O facto de sermos pessoas sem um dom especifico para realizar determinadas coisas não invalida que devamos ser pessoas esforçadas.


O dom ajudará você no desenvolvimento e na criação das coisas, mas não é determinante para que você realize alguma obra.


Eu pessoalmente não tenho dom para realizar trabalhos manuais, e poucas vezes os faço até porque o padrão de exigência que tenho em relação ao resultado final é muito alto.

Mas esforço-me para fazer as coisas.


O dom aprimora e realça a obra feita, mas não é tudo.


Pense por uns momentos e você me dará a razão:

Quantas pessoas você conhece que têm um dom mas que decidem ser vagabundos?


Você pode ver que dom sem esforço não vale nada.


Você tem pelo menos um dom


Jesus Cristo no Evangelho de S. Mateus contou a parábola dos talentos.


É a história de um homem rico que entregou seus bens ao cuidado de três de seus servos, antes de partir em viagem.

Ao primeiro ele deu cinco talentos de ouro; ao segundo, ele deu dois talentos e ao terceiro ele deu um talento.

Ele distribuiu o dinheiro dessa maneira porque conhecia as capacidades de cada um.


Os dois primeiros servos investiram o dinheiro e conseguiram duplicar o que tinham recebido. Mas o terceiro servo cavou um buraco no chão e enterrou o ouro!


Um dia, passado muito tempo, o patrão voltou e chamou seus servos para prestar contas.

O primeiro servo mostrou como tinha duplicado seus cinco talentos e seu senhor o recompensou (Mateus 25:19-21).


O segundo mostrou como tinha duplicado seus dois talentos e também foi recompensado, da mesma maneira como o primeiro.


O terceiro servo desenterrou seu talento de ouro e o entregou de volta ao patrão.

Ele se desculpou dizendo que não quis fazer nada porque tinha medo da severidade de seu senhor (Mateus 25:24-25)


Há vários ensinamentos que podemos tirar desta história.

Hoje o ensinamento que quero tirar não é teológico mas sim de entendermos como os dons são distribuídos e aplicados cada um de nós.


Todos nós temos pelo menos um dom.

Isso não faz com que você seja maior ou menor ou melhor ou pior do que os outros.


Vemos que o servo que tinha 5 e o que tinha 2 duplicaram os seus talentos.

Mas quero dizer-lhe que duplicar não era necessariamente o objectivo principal.


Eu acredito que o que tinha apenas um talento, com muito esforço e dedicação poderia ir além de simplesmente duplicar o que tinha recebido.

Nada impedia-lhe de poder transformar o seu único talento em 10, 20 ou 100 talentos e ultrapassar os outros dois servos na classificação.



Um dia alguém perguntou a um dos homens mais ricos e prósperos do mundo, de origens humildes, qual era o segredo do sucesso?


Ele respondeu:

“Agarrei no meu único dom, sonhei e esforcei-me o mais que pude para desenvolvê-lo.

O resultado final é a riqueza que hoje possuo.

No grupo de empresas que possuo, não procuro ninguém com muitos dons, mas pessoas com somente um dom especifico e que estejam dispostas a esforçar-se.

Consoante o seu esforço e resultado, eu recompenso as pessoas com prémios.

Tenho empregados a receber quase o mesmo salário que eu.”


Na Parábola de Jesus, vemos que os servos apresentaram ao homem que lhes tinha dado os talentos o resultado do seu esforço.

Não vemos os servos devolverem tudo ao seu “senhor”, mas vemos eles apresentarem o resultado.

Tanto os talentos que eles receberam como os que eles duplicaram ficaram nas suas posses.

O senhor não estava a pedir de volta os talentos, mas sim a pedir o relatório do que os servos tinham feito com os talentos.


Por isso vemos que o talento do terceiro que decidiu ser vagabundo e covarde foi entregue ao que tinha dez.


Esta história mostra-nos que quando você não se esforça em desenvolver o dom que existe em si, você é quem perde.


Uma frase que marca muito esta história é a resposta do “senhor”:


“Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!”


Desafio-lhe que ao invés de decidir arranjar desculpas como o 3º servo, decida desenvolver o seu esforço e fidelidade no pouco que você recebeu.

E eu garanto-lhe que se você for fiel e esforçado no pouco que recebeu, será colocado no muito.


Deixe-se de desculpas, não seja vagabundo, e desenvolva o seu dom!

Mesmo que você tenha recebido apenas um!




@miguelduquecamacho


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