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  • Miguel Duque Camacho

2020 foi um ano para esquecer ou um ano para relembrar?

Num ano marcado duramente por uma das maiores pandemias da história, a pergunta que surge é:

- Será que 2020 é um ano para relembrar ou esquecer?

Muitas vezes temos a tendência de valorizar apenas as conquistas e desvalorizar as aprendizagens.


Talvez você esteja pensando que 2020 foi um ano terrível, pois nenhum dos seus planos foi conquistado, e até alguns sofreram retrocessos ou até se perderam.


Grande parte das pessoas, está professando que o ano 2020 foi e será o pior ano das suas vidas.


Será que é mesmo? Será que não?


Eu pessoalmente, já decidi não rotular este ano de mau.

Porque apesar da pandemia, das limitações, das dificuldades, tem sido um ano de grande aprendizado.

E as aprendizagens na vida de um ser humano, são de grande valor.


Eu acredito piamente que o sucesso e a segurança que viremos a ter no futuro, se deverá ao que aconteceu em 2020.

Em 2001, o ataque terrorista às torres gémeas nos Estados Unidos mostra isso mesmo. A segurança na aviação, nunca mais foi a mesma.


Eu acredito que depois da pandemia, em termos do sistema de saúde, estaremos muito melhor que em 2019.

Eu acredito que finalmente, de uma vez por todas, toda a gente vai lavar as mãos depois de ir à casa de banho! (Veja lá que milagre!)

Eu acredito que as poupanças das famílias aumentará, porque aprendemos que aquilo que está bem hoje, amanhã pode estar comprometido.


Fazemos parte de uma geração que tem vivido sempre no limite dos seus recursos.

Há umas semanas atrás, lia um estudo que dizia que em Portugal, cada família tem uma média de 5 créditos bancários!


Definitivamente, não devemos de maneira nenhuma esquecer 2020!

Pois somos uma geração que não passou por guerras, pandemias, grandes crises que nos subjugassem à miséria, e por essa razão temos vivido da maneira que temos vivido, e só agora percebemos, que de um momento para outro tudo pode mudar…


O ano 2020 fez-nos finalmente entender porque é que nossos pais e avós sempre poupavam um pouco todos os meses, porque não comiam tantas vezes na rua ou até nem comiam fora de casa, não iam de férias, poupavam na aquisição de roupa e limitavam-se ao essencial.

Não acho que devamos ser tão conservadores, mas definitivamente não podemos continuar a viver de uma maneira tão radical.


O ano 2020 relembrou-nos que a nossa vida é passageira e que tudo no mundo é passageiro.

Assim como o vento sopra e leva as folhas no Outono, também de um momento para outro, qualquer vento circunstancial da vida pode levar tudo aquilo que nós já dávamos como adquirido.


O “vento” que tem soprado nos últimos meses, levou-nos até os afetos, os abraços, os beijos e os convívios calorosos.


Pense nisso, e que definitivamente 2020, seja um ano para relembrar e darmos valor aquilo que nunca demos valor.




Miguel Duque Camacho

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