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  • Miguel Duque Camacho

"Se o aborto fosse legalizado nos anos 80, eu não estaria aqui"

Atualizado: 4 de Dez de 2020

Antes de tirar ilações acerca deste artigo, peço-lhe que leia até ao fim.

Não peço que concorde, mas que dê oportunidade a si mesmo de ler algo diferente, e ver um prisma completamente diferente.

Estamos vivendo numa sociedade atual em que os direitos de pessoas, raças, trabalhadores, etnias, género, etc. estão a ser promovidos e conquistados mais do que nunca.

A liberdade é muito benéfica numa sociedade, essencialmente para as igualdades, mas também dependendo dos assuntos, e na ausência de limites, pode tornar-se seriamente perigosa.


Passo a explicar-lhe porquê…

Vivemos num tempo em que todos querem direitos e ninguém quer ter deveres ou responsabilidades.

Todos querem tomar decisões sem acatar com as consequências das mesmas.

Uma das razões para dizer não ao aborto é porque...


Em pleno século 21, quando temos uma ciência super-desenvolvida, e soluções contraceptivas de todo o tipo, acho incompreensível usar-se o aborto para remediar os “descuidos”.

Essas soluções contraceptivas não são caras ou inacessíveis, pois nos centros de saúde oferecem pílulas, preservativos; só não sei se têm aqueles com sabor.

Mas penso que não deve ser por isso que as pessoas não os vão buscar.


Quero dizer-lhe que sou casado há quase 10 anos e tenho 2 filhos e todos eles foram planeados.

Conto-lhe também, que quando eu e a minha esposa decidimos ter filhos, passado pouco mais de um mês, ela ficou grávida.

Se não fossemos diligentes, provavelmente já teríamos uma equipa (time) de futebol lá em casa.

Quem não quer surpresas, simplesmente não as embrulhe.

Ou ainda acreditamos que os bebés vêm das cegonhas?


Outra das razões de dizer não ao aborto


Os movimentos de defensores da lei do aborto têm um slogan que diz:

- “My body, my rules!”

Que em português significa “Meu corpo, minhas regras”


A parte que eles não entendem é que um “feto” não é parte dos seus corpos.

É só perguntar a alguém da área da saúde, e lhes será explicado isso mesmo.

O “feto” é um ser e passou a ter direitos, quer a lei de um país queira ou não.


Outra das razões de dizer não ao aborto é porque o Estado proporciona verbas para financiar a “interrupção voluntária da gravidez” (Que maneira ”chique” de dizer: “matar o feto”) e depois andamos sem verbas para pagar tratamentos eficazes ao câncer, apoiar casais que têm problemas de fertilidade, tratar doenças crónicas e inclusive o sistema de saúde só chama alguém para fazer uma cirurgia simples, quando o desgraçado já morreu há 3 anos.

Não devíamos canalizar recursos primeiramente para a vida?


Eu acho este assunto tão contraditório, que alguns “vegans” que defendem o término da morte dos animais, defendem o aborto e a morte de um ser humano.


Ai, se entendêssemos que um filho, na vida de uma pessoa, torna-se a sua principal razão de viver…

A minha mãe, deitada numa cama do hospital, em estado terminal de câncer, recebendo cuidados paliativos, a única realização que sublinhava da sua vida eram os seus filhos.


Este artigo não é de maneira nenhuma para condenar quem já fez aborto, ou tão pouco condenar quem o aprova, mas para ajudar aqueles que querem decidir fazer isso no futuro.


Não abdique de uma criança para não abdicar do seu futuro.

Independentemente da maneira e em que tempo essa criança foi concebida, lembre-se, ela não tem culpa de nada.


Para você que discordou de tudo o que eu disse, quero dizer-lhe que fui impulsionado a escrever este artigo por uma única razão.

A única razão, é que se houvesse a lei do aborto em 1984, provavelmente eu não estaria aqui.

Alguns pressionaram a minha mãe com comentários para fazê-lo, pois eu era já o quarto filho, vinha fora de tempo e éramos uma família com alguns problemas.

Mas ainda assim, ela foi em frente com a gravidez.


Em 1998, houve pela primeira vez em Portugal, um referendo acerca do aborto em que o povo foi às urnas manifestar-se.

A minha mãe teve uma discussão familiar por causa do assunto e foi aí que ela contou-me tudo e porque decidiu não interromper a gravidez.


Ainda bem que ela prosseguiu a minha gestação.

Pois enquanto eu estava na barriga dela, assim como muitos, jamais teria qualquer hipótese de defender-me, de pedir-lhe para deixar-me viver.

Nasci e cresci, com algumas dificuldades económicas, é verdade, mas se não fosse isso, também nunca saberia o quão saboroso é uma banana dentro de um pão, nem tão pouco valorizava as coisas que valorizo hoje.


Agradeço à minha mãe por ter-me deixado viver. E por essa razão digo não ao aborto.


Obrigado mãe!

@miguelduquecamacho

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