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  • Miguel Duque Camacho

A escola existe para alfabetizar e não para educar

As escolas são vistas pela nossa geração como “fábricas” para onde enviamos os nossos filhos e esperamos que lá concertem os defeitos e as dificuldades deles.


Estamos vivendo numa geração onde as escolas são vistas como lugares de educação, em todos os sentidos. E isso preocupa-me.


Uma das falhas da nossa sociedade de hoje, e a mim me incluo como pai, é querermos que outros “eduquem” os nossos filhos por nós.

Digo-lhe, que quando era criança, havia uma frase que sempre ouvia a minha mãe dizer: - “educação vem de casa”.


Sou do tempo onde um professor, na verdade, além de alfabetizar, também educava.

Mas para educar é preciso ter força, sabedoria e acima de tudo autoridade.


No meu tempo de criança, um professor era tratado como um rei; atrevo-me a dizer que era mais que um pai ou uma mãe para os seus alunos.

Ele escrevia no boletim do aluno o que achava, intervinha duramente nas faltas de respeito e os pais davam suporte e autoridade à classe docente.


Sou do tempo que se eu tivesse um problema com um professor, seguramente eu teria uma “guerra” quando chegasse a casa.

Hoje, um problema de um aluno com um professor, é uma guerra na escola!


A mim preocupa-me a geração que estamos construindo.

Não me preocupa tanto as crianças, mas sim os pais.

Pois as crianças limitam-se a seguir a direção dada pelos pais.


A nossa geração de pais, tem dificuldades com a crítica; movem-se pela falta de tempo e falham redondamente na educação dos seus filhos.


Educação exige tempo, mas não é desculpa para tudo.


Para haver educação, é preciso estabelecer padrões e formar os nossos filhos nesses mesmos padrões.


Você pode ter todo o tempo do mundo, porém se não estabelece padrões, a sua educação será deficiente.

Mas se você estabelecer padrões, ainda que o seu tempo seja pouco, a sua educação terá todas as condições para ser bem-sucedida.


No infantário onde os meus filhos andam, todos os dias enviam um cartão com informações acerca do comportamento deles.

O que comeram, o que beberam, quanto tempo dormiram, como comportaram-se, etc.


Acho louvável isso por parte de uma escola e deveria ser algo recorrente em todas as escolas, independentemente da idade.


Assim que recebo o cartão no final do dia, e vejo um problema específico de mau comportamento, eu e a minha esposa, inquirimos logo os nossos filhos para saber o que se passou. Principalmente o mais velho.


Sei que eles não são nenhuns “terroristas”, mas sei que são crianças, e que na ausência dos pais, podem “esticar a corda”.


Esse é um dos pontos que todos os pais precisam de entender

Que não têm filhos perfeitos e que eles se comportam muitas vezes de maneira diferente na ausência dos pais.


Por isso, numas linhas atrás, falei nos padrões de educação, que ajudam, a que onde eles forem, estejam com quem estejam, o padrão permanece igual ou semelhante em termos de respeito, comportamento e linguagem.


Não chego ao extremo da técnica da minha mãe que dizia às professoras ou a quem ficasse cuidando de mim:

“Se ele se portar mal, dê-lha uma palmada faz favor”


Mas tenho que confessar que a ideologia dela estava certa.

Pois estabelecia um padrão de comportamento e informava quais as consequências caso não fosse respeitado.

Ela quando dizia isso, até podia estar fazendo “Bluff”; mas lá que funcionava, lá isso funcionava!


Caro leitor, os nossos filhos precisam de saber que há limites, que há um modo de comunicar com um adulto e um modo de comunicar com um “amiguinho”.


E os limites, quem estabelece é você que é pai e mãe e não a escola.


Na Bíblia, no livro de Provérbios 22:6, está escrito:


“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele”

Ensine os seus filhos no caminho certo, nos padrões em que ele deve andar, e acredite, que no futuro, você terá razões para se orgulhar e alegrar.




Miguel Duque Camacho

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